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Um dos principais serviços oferecidos pelos coworkings são a possibilidade de uso do logradouro do espaço como endereço fiscal para diversos segmentos.

Não são todos os tipos de negócios que podem usufruir dessa vantagem.

Para aqueles que se enquadram, contar com esse serviço significa economizar bastante em seu custo fixo e em tempo para regularização do negócio.

Mas e para os donos de coworking: vale a pena incluir o uso de endereço fiscal em seu rol de benefícios?

PRÓS, CONTRAS E CUIDADOS

Se por um lado o endereço fiscal é um atrativo para o público de coworking, que em parte precisa apenas de um local físico como ponto eventual de reuniões e correspondência, por outro,  a utilização de endereços de terceiros pode trazer alguns transtornos.

Empresas fecham as portas por diversas razões e, no caso de endereço comercial, uma vez que não existe mais aquela atividade no local, as portas se fecham para os clientes, o que reduz as complicações pós encerramento.

Porém, o endereço fiscal permanece válido enquanto os sócios não o desvincularem nos órgãos competentes, o que pode causar uma porção de problemas aos donos do coworking.

O uso de endereço fiscal é um risco aceito pela maioria dos coworkings. No entanto, uma série de pré-requisitos mais severos, como contratos de longo prazo ou tempo mínimo de casa.

Alguns fatores importantes a serem analisados antes de ceder o serviço de endereço fiscal são:

A LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO: Verifique se as leis da sua cidade permitem registrar diversas empresas no mesmo endereço, como funciona o processo caso você precise remover um cliente, se depende unicamente do dono do coworking fazer essa remoção ou se o cliente pode interferir etc.

O BACKGROUND DO CLIENTE: É importante verificar o histórico antes e até mesmo durante a contratação, muito além da pesquisa em SPC e Serasa. Verifique qual é o negócio do cliente, quem são os sócios, se possuem pendências na justiça etc. Não é uma boa ideia vincular sua empresa com outra que tem processos trabalhistas, impostos atrasados e pendências financeiras no mercado, pois no fim das contas, é na porta do seu coworking que irão bater.

O LUCRO COMPENSA O RISCO: Coloque na balança se o esforço necessário faz jus ao retorno financeiro. Defina um preço que seja compatível com o mercado e, também, que permita a criação de um fundo de emergência para possíveis problemas. Com isso, você terá uma ideia em números se vale a pena ou não.

 

 


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